Pilar García Negro I Membro Honorário da Revista Quiasmo
É com enorme satisfação que a Revista Quiasmo cria uma nova categoria, paralela ao Conselho Editorial: a de Membros Honorários. Esta secção pretende reconhecer figuras cuja obra, pensamento e percurso intelectual estão profundamente ligados aos valores do projecto e à sua vocação crítica, cultural e transfronteiriça.
Nesse sentido, informamos que a Quiasmo passará a contar com dois Membros Honorários. Hoje divulgamos um deles.
Pilar García Negro, sociolinguista e professora honorária da Universidade da Corunha, é uma das vozes mais vitais e rigorosas do pensamento crítico sobre língua, identidade, políticas culturais e espaço público na Galiza contemporânea.
Investigadora, professora e ensaísta, Pilar García Negro desenvolve um trabalho fundamental no campo da sociolinguística, da história da língua galega e da análise crítica das políticas linguísticas, sempre a partir de uma posição intelectualmente exigente e eticamente comprometida.
A sua obra articula investigação académica, intervenção pública e reflexão cultural, contribuindo de forma decisiva para o debate sobre língua, poder e democracia. É esse cruzamento entre pensamento, escrita e responsabilidade cívica que reconhecemos ao integrá-la como Membro Honorário da Revista Quiasmo.
A seguir, partilhamos uma breve nota biográfica sobre o seu percurso como sociolinguista, professora, escritora e investigadora:
María Pilar García Negro (Lugo, 1953) é profesora honoraria da Universidade da Coruña. As súas publicacións refírense á sociolingüística, á iuslingüística, á lingua e á literatura galegas, con atención a autoras e autores como Rosalía de Castro, Emilia Pardo Bazán, Lamas Carvajal, Castelao, Ramón Vilar Ponte, Carvalho Calero, Manuel María, Novoneyra ou Marica Campo.
Corredactora da Declaración Universal de Dereitos Lingüísticos e asociada ad honorem da Asociación de Mulleres Investigadoras e Tecnólogas, recibiu o XV Premio de Ensaio Vicente Risco por O clamor da rebeldía. Rosalía de Castro: ensaio e feminismo.
Publicou, entre outros títulos: Sempre en galego, Direitos lingüísticos e control político, De fala a lingua: un proceso inacabado, Ricardo Carvalho Calero: a ciencia ao servizo da nación, Arredor de Castelao, Textos filosófico-políticos de Ramón Vilar Ponte e Galiza e feminismo en Emilia Pardo Bazán.
En 2010 foi comisaria da exposición dedicada a Castelao polo Museo Provincial de Lugo e, en 2020, da dedicada polo Parlamento a Carvalho Calero. En 2025 coordenou o coleccionábel de Nós Diario dedicado a Castelao; neste mesmo ano foi publicada a 2.ª edición de Arredor de Castelao no século XXI.














